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Sinta...


sobre o poema

 

O eu lírico do poema ele esta confuso, num turbilhão de sentimentos, perturbado. Então ele passa por todos os sentidos do corpo relembrando partes de sua vida nessas expressões. O poema é um ciclo começa nos olhos e termina nos olhos, ou na lagrima. 

O ser esta a frente do espelho, procurando um caminho, uma resposta, dentro dele. Os sentidos servem somente para retratar as imagens. Mais a batalha dele é interior. Nessa cena ele tenta "perfurar os olhos" com os próprios olhos. Isso é a tentativa de chegar à alma. Mais ele esta vendo seu reflexo, e pior de tudo no seu reflexo ele ta vendo ele mesmo. Dentro dos olhos dele parece um espelho por que ele consegue ver ele dentro dos olhos. É o momento de nos com nos mesmo.  

Então ele começa a viajar nos seus pensamentos lembrando-se das diversas expressões que ele viu e o sentimento que elas causaram. Começando pelos olhos, ele consegue pelas imagens dos olhos relembrar os momentos que ele passou durante o percurso chamado VIDA. 

Der repente nada mais nada menos que a lagrima que escorre de seus olhos e caminham direto para sua boca, que faz ele despertar, por que o gosto ruim chama a atenção do paladar. Então ele passa a explorar a boca, símbolo do desejo, da gula e o universal sorriso. Mais uma vez ele passa por lembranças, até lembrar-se das palavras que falou e passou por sua boca. Muitas doidas e muitas belas.

Mais isso faz ele lembrar que ouviu muitas palavras também belas e doidas. E quantas vezes ele teve que só ouvir, sem poder dizer nada. Lembrando também do silencio, ou seja, das vezes que não ouviu, da ausência de som. Mais em quanto à vida continua é preciso ouvir, é uma musica que nunca termina. 

Seguido de um suspiro, o eu lírico lembrar-se dos cheiros que sentiu acompanhada de diversas situações.

Lembra das pessoas que lhe tocaram, não somente no sentido do tato, mais sentimentalmente também. As mãos entram em harmonia com os diversos outros sentidos. 

Isso desperta nele a vontade de não ir embora, ou seja, de não querer descobrir a alma. Ele quer ficar aqui para continuar sentindo. E também não quer que ninguém vá embora para que ele possa sentir essas pessoas com eles, que causaram esses sentimentos.

Então o processo termina nos olhos, com suas mãos enxugando as lagrimas (Essas lagrimas podem ser dele como de outras pessoas), para interromper o processo novamente dos sentidos que ele passou.

E ai fica por conta da imaginação de cada um se ele morre ou não... 



Escrito por filosofa às 04h23
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Uma maneira de sentir...

 

Olhando no espelho, vejo meus olhos e nos meus olhos me vejo.

Olho profundamente dentro deles.

Famintos, inquietos, meus olhos castanhos

Tento perfurar, ver, entender, alcançar...

Mais eles funcionam como simples espelhos.

Olhos de tantas maneiras, eu vi.

Olhos com medo e desejo

Surpresos e raivosos

Tímidos e ousados

Distantes e apaixonados 

E de outros jeitos, que não existem palavras para definir, tudo junto, uma mistura de sentimentos, confusos.

Olhos... Molhados, salgados 

Lagrimas

Sinto seu gosto em minha boca 

Lagrimas amarga como remédio que curam

Lagrimas temperadas e gostosas, que matam a fome

Lagrimas de crocodilo

Minha boca rejeita as lagrimas com seus movimentos

Tantas bocas, eu desejei

Tantos sorrisos, sorrisos sinceros, tristonhos, felizes e contentes, tímidos, falsos...

Por muitos sorrisos me apaixonei.

Palavras que soaram objetivas, mansas e raivosas. Minha boca acompanhou cada uma com seus movimentos.

Também ouvi muitas palavras, que me causou os melhores e piores momentos.

Muitos momentos eu só ouvi.   

E o silencio? Precursor do bem, sucessor do mal. 

A música não para.

Suspirei e lembrei, senti 

Quantos perfumes, amores e flores

Quanto mau cheiro, poluição, corrupção

Quantas vezes deram-me a mão 

Os conselhos e ajudas. Mãos amigas.

Cumprimentos amigáveis, outros nem tanto.

Andei de mãos dadas, ah. As mãos frias do inverno, as quentes de paixão. 

Mãos firmes de agressão.

Mãos inquietas, insanas e ousadas

Mãos que beijei, mãos que cheirei.

Ouvi seus sons em orgulhosos aplausos. 

Mãos que segurei firme, para impedir de ir embora.

Não vá embora.

Não quero ir embora.

Quanta lagrima enxuguei, para interromper o processo outra vez.



Escrito por filosofa às 04h21
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motivos das minhas inspirações....

SORRISO



Escrito por th-filosofa às 04h11
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